Hotel
HOTEL O carro havia parado em frente ao hotel, e eu e minha mãe caminhávamos por entre as árvores e plantas que decoravam a entrada. Uma gama de árvores de caule fragoso que pareciam falésias de súber fornecia abrigo do sol de quase meio-dia. Muitas rosas e flores de diversas cores estavam arranjadas em círculos e dispostas ao lado, nas pequenas elevações do terreno, como guirlandas. Entramos no hotel e fomos recepcionados por sorrisos largos de moças de cabelo loiro e olhos claros e um carregador de cara suada e boné preto, que se ofereceu para pegar nossas malas. As recepcionistas, bem como outras funcionárias que se portavam de pé, perto dos elevadores sorriam continuamente. Não tinham interrompido seu sorriso desde que passamos pela porta de entrada. A persistência daquele sorriso me fazia pensar se não seria possível que estivessem sorrindo daquele jeito mesmo antes de entrarmos. Terminávamos de assinar os papéis quando meu pai entrou pela porta principa...